Endereço Ponta da Juatinga, Reserva da Juatinga - Paraty/RJ Distância Total 7,5 km Tempo Total 3 horas Nível do Trajeto Moderado / Difícil
♦ Como chegar à Ponta da Juatinga
- O Farol da Juatinga fica na Ponta da Juatinga, dentro da Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ), no município de Paraty, no sul do Estado do Rio de Janeiro;
»Carro
→ Clique em “estacionamento paraty-mirim” para ser direcionado para o mapa do google;
- Lá há vários estacionamentos pagos. Algumas vezes os moradores do local oferecem a própria garagem para você estacionar;
»Transporte Público
→ Pegar um ônibus até a rodoviária de Paraty;
- A linha que percorre a Costa Verde ligando Rio de Janeiro e Paraty é a Viação “Costa Verde” ;
- Para maiores informações sobre horários e valores, acesse: https://passagemcostaverde.com.br
→ O trajeto de Paraty até Paraty-Mirim, de onde parte a trilha é feito pela empresa Colitur – clique aqui para consultar os horários;
»Barco
→ Tanto o carro quanto o ônibus, só levam até Paraty-Mirim. De lá você pode que pegar um barco até a Ponta da Juatinga, diretamente, ou então até uma das praias mais próximas, que são a Praia de Martim de Sá ou Pouso da Cajaíba, que possuem estrutura com comércio e hospedagem;
→ O acesso para chegar de barco é feito da praia de Paraty-Mirim;
- Não tem mistério. Após saltar do ônibus ou estacionar o carro, ao seguir em direção à praia, vários barqueiros vão te abordar oferecendo a travessia para as praias da Reserva;
- O valor varia de acordo com a distância da praia, bem como a quantidade de pessoas e bagagens;
- Lembrando que se o mar estiver muito agitado, pode ser que os barqueiros recusem a viagem;
♦ Como chegar ao Farol da Juatinga
- Partindo de Martim de Sá, é preciso pegar uma trilha de subida leve, no sentido Pouso de Cajaíba;
- Essa trilha parte do portão de entrada do camping do Seu Maneco;
- Se for partir de Pouso da Cajaíba, faça o caminho inverso – partindo de uma trilha próximo a uma igreja;
- Subir até o ponto mais alto da trilha e, onde tem uma bifurcação com uma placa indicando “Sumaca“, entrar à direita;
- A trilha que leva pra Praia de Sumaca é estreita e vai beirando um precipício, exigindo bastante atenção;
- A mata é bem fechada, com alguns sobes e desces;
- Na parte final a trilha fica aberta e exposta ao Sol;
- Logo você chega a uma bifurcação com uma nova placa indicando “Sumaca” (foto abaixo);
- Pra visitar a Praia de Sumaca tem que descer uma trilha bem escorregadia e íngreme (tem cordas pra auxiliar);
- Pra continuar até o Farol da Juatinga, basta seguir na trilha ao invés de descer pra Praia de Sumaca;
- Logo no começo da trilha tem uma placa indicando “Saco Claro” e mais a frente “Juatinga“, à direita, numa descida;
- Alguns metros a frente tem mais uma bifurcação onde, novamente, tem que seguir pra direita;
- A placa estará alguns metros a frente (muita atenção nesse ponto; na volta é ainda mais complicado. Sugiro marcar um ponto de referência, caso não possua GPS);
- A partir dai a trilha vira um sobe e desce infinito (Siga sempre na trilha principal);
- Em determinado momento a trilha fica toda “arrumadinha”, como se tivesse ido cuidada por um paisagista;
- Adiante você chega num grande descampado com vegetação baixa e uma brisa refrescante que vem do oceano (foto abaixo);
- O último trecho e mais complicado vem em seguida: a trilha passa no meio das casas dos caiçaras;
- É muito difícil se localizar sem GPS ou ajuda dos locais – são muitas trilhas em diferentes direções;
- A trilha sobe a encosta, seguindo por trás de uma casa verde, subindo pela ribanceira sempre em formato sinuoso;
- Logo se alcança o farol;
- O Farol da Juatinga é bem antigo e menor do que os tradicionais, mas tem seu charme;
- Dá pra subir uma escada de grampos de metal fixado na sua lateral e ter uma visão panorâmica da região (foto abaixo);
♦ Mapa
♦ Curiosidades sobre a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ)
→ A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma Unidade de Conservação localizada no extremo sul do Estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty. São 9.797 hectares de remanescentes florestais de Mata Atlântica, restingas, manguezais e costões rochosos. Criada em 1992, a Reserva tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem e a cultura tradicional caiçara. Na unidade vivem cerca de 1500 pessoas em 15 comunidades e núcleos de ocupação localizadas ao longo da costa;
→ Toda a área da REEJ também está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO. A região é incrivelmente linda e possui uma série de praias e cachoeiras fantásticas, que podem ser visitadas através da Travessia da Juatinga, uma das mais bonitas do Brasil. Citamos alguns desses atrativos naturais abaixo:
- Pouso da Cajaíba – local da segunda comunidade mais populosa da REEJ. A comunidade recebe esse nome devido ao fato de que até hoje muitos barcos pesqueiros utilizam a praia para se abrigar quando o mar está de ressaca. É possível fazer vários passeios saindo de lá. Outro atrativo da Praia do Pouso da Cajaíba é o Mirante da Pedra das Araras;
- Praia da Sumaca – é uma das mais belas e isoladas da REEJ. Ideal para a prática de surf. Seu Manequinho, filho do lendário Seu Maneco, que vive em Martim de Sá, é o único morador da praia e durante a temporada de verão ele abre seu bar na praia para servir refeições e também receber turistas que queiram pernoitar no pequeno camping existente no local. O acesso à Praia é feito de barco até a praia do Pouso da Cajaíba e por trilha a partir da bifurcação existente à esquerda na trilha Praia do Pouso da Cajaíba – Martim de Sá. Também é possível chegar pela trilha de 4 km a partir da Praia de Martim de Sá;
- Praia Grande da Cajaíba – é a segunda maior praia da REEJ, com quase 1.000 metros de extensão. Com água cristalina e calma, nesta praia atualmente existem apenas dois núcleos familiares de população caiçara que resistiram à especulação imobiliária. Nessa localidade é possível conhecer de perto alguns atrativos culturais, como a casa de farinha, local em que os nativos beneficiam a mandioca; um caprichoso artesanato de cipó feito por uma das moradoras mais antigas da localidade, Dona Dica; o cerco flutuante, técnica tradicional de pesca artesanal; e o quintal referência em agroecologia do Seu Altamiro. Uma caminhada de no máximo 15 minutos, em uma trilha de 500 metros, leva à bela Cachoeira da Praia Grande da Cajaíba. As famílias residentes oferecem uma estrutura de camping no quintal de suas casas e restaurantes, que servem lanches e comidas feitas com peixes e frutos do mar; O acesso à Praia Grande da Cajaíba é feito apenas de barco ou pela trilha que vem da Praia de Itaoca e a trilha que vem da Praia do Engenho, no Saco do Mamanguá;
- Martim de Sá – é, sem dúvida, uma das mais fascinantes praias da REEJ. É habitada por apenas um núcleo familiar caiçara, a família dos Remédios. O patriarca é o Seu Maneco, simpático caiçara que recepciona os turistas. Sua esposa e filhos oferecem refeições, bolos e pasteis durante a temporada turística. Ele administra o único camping do lugar, que costuma ficar cheio principalmente no feriado do réveillon. No restante do ano a praia fica praticamente deserta, com alguns poucos turistas. Martim de Sá faz parte da região mais preservada da Reserva e oferece outros atrativos além da praia, como o Pico do Miranda, um mirante a 625 m de altitude, o Poção e ma região conhecida como Encontro dos Rios. A partir de Martim de Sá, existe também uma trilha de quase 4 km, com subidas e descidas, que leva à Praia da Sumaca. O acesso a Martim de Sá se dá apenas de barco, principalmente a partir do cais dos pescadores na cidade de Paraty ou de Paraty-Mirim. Por trilha é possível chegar à praia a partir da comunidade da Praia do Pouso da Cajaíba, com 4 km de extensão. Ou pela trilha que se inicia na Vila Oratório, com 19 km de extensão;
- Saco do Mamanguá – possui conjunto de ruínas do período colonial, 33 pequenas praias de mar abrigado, rios, cachoeira, um exuberante manguezal e ainda uma feição geomorfológica singular no Brasil, denominada de ria tropical, também chamado de fiorde tropical, pela semelhança com os fiordes nórdicos, onde está localizado o Pico do Pão de Açúcar, o único atrativo que proporciona uma vista panorâmica desse paraíso. O fundo do Saco do Mamanguá guarda o maior e mais preservado mangue da Reserva. O principal ponto de embarque é o cais de Paraty-Mirim, de onde também é possível fazer a trilha costeando a margem esquerda do Saco;
- Pico do Pão de Açúcar – A Praia do Cruzeiro é o ponto de partida para subir ao pico. A trilha íngreme tem 1,5 Km de extensão e o pico tem 425 m de altitude. Do cume é possível ter uma visão panorâmica do Saco do Mamanguá;
- Ponta da Juatinga – Localidade que leva o nome da Reserva, em que vive a comunidade mais remota da REEJ. A Ponta da Juatinga é a extremidade da península, uma porção de terra estreita cercada por água em dois lados e que conecta duas grandes extensões de terra. É uma região que almeja cuidados até mesmo pelos navegantes experientes, por estar em mar aberto e sujeita a ventos fortes e correntezas. Como não existe praia, o embarque e desembarque na vila de pescadores é feito tradicionalmente em estivas, que podem ser descritas como um arranjo de troncos de árvores dispostos na costeira, de modo que facilite a entrada da canoa com a subida da maré. O turismo ainda é pouco expressivo, já que o acesso depende de boas condições de mar. Um atrativo imperdível é o Farol da Juatinga, que também é um mirante para contemplar toda a localidade. O acesso à Ponta da Juatinga é feito de barco partindo do cais de Paraty ou de Paraty-Mirim até a localidade do Saco Claro, ponto de partida da trilha de 3 km até a comunidade da Juatinga. Dependendo das condições do mar, é possível desembarcar diretamente na Ponta da Juatinga;
- Cachoeira do Saco Bravo – É uma das mais belas cachoeiras da REEJ. Deságua no costão rochoso e forma um belo poço a poucos metros do mar aberto. Ao chegar próximo a cachoeira, é importante ter muito cuidado ao descer pelas pedras para acessar o poço. Localizado em área remota, para acessar este atrativo é preciso fazer uma caminhada de 4,2 km com nível de dificuldade pesado, que dura em média 2 horas e 30 mim a partir da comunidade da Ponta Negra;
- Praia da Ponta Negra – A praia tem a terceira comunidade mais povoada da REEJ, com cerca de 160 moradores. De águas transparentes, tem aproximadamente 180 metros de extensão e é procurada pelos visitantes que desejam se hospedar num ambiente tranquilo em contato com a natureza. A comunidade tem três campings, diversas casas de moradores para aluguel e restaurantes com comidas típicas. Chamada pelos antigos de Praia Negra, a Praia da Ponta Negra é o ponto de partida para a região mais remota e mais preservada da Reserva. As trilhas para o Cairuçu das Pedras e para a Cachoeira do Saco Bravo partem dessa comunidade. O acesso à comunidade da Ponta Negra de barco é feito a partir da Vila Oratório, de onde é possível contratar o serviço de transporte realizado por moradores da própria comunidade. Já para quem optar por chegar à praia por trilha, o caminho é feito a partir da Vila Oratório, passando pela Praia do Sono, Praia dos Antigos, Praia dos Antiguinhos e Galhetas. O percurso tem 7,8 km;
- Praia dos Antigos e Antiguinhos – levam esse nome porque na primeira metade do século XX ainda era habitada por uma comunidade caiçara. Com o tempo os moradores se mudaram para outras vilas caiçaras e a praia ficou deserta. Não é permitido acampar em nenhuma das duas praias. O acesso pode ser feito por trilha e barco. São 5 km de trilha da Vila Oratório, 1,5 km da comunidade do Sono e 2 km da comunidade da Ponta Negra. Na proximidade das praias fica a Cachoeira das Galhetas, suas águas desaguam na Praia de Galhetas;
- Praia do Sono – É a maior praia da REEJ e é onde habita a comunidade caiçara mais populosa. Menos isolada do que as demais comunidades, existem dezenas de campings para receber os turistas e muitos caiçaras alugam casas e chalés para hospedagem na temporada. Restaurantes e bares oferecem refeições e bebidas para os visitantes. Muito procurada nos feriados, a praia é bastante frequentada por turistas principalmente no réveillon. A noite é embalada pelo som de forró, reggae, MPB e de muitas rodas de violão.. Outro atrativo da Praia do Sono é o Poço do Jacaré que fica a 1,2 km da praia, seguindo uma trilha que parte da igreja também localizada na praia. O cume da trilha que leva até a Praia dos Antigos é um mirante imperdível para contemplar a Praia do Sono. É possível acessar a praia por uma trilha de 3 km a partir da Vila Oratório, ou contratar o serviço dos barqueiros que fazem o transporte com duração de aproximadamente 15 minutos. A trilha bem marcada é uma caminhada de nível médio. O ponto de partida para o transporte de bote também começa na Vila Oratório, onde é preciso pegar uma kombi que leva os turistas e moradores ao cais do condomínio Laranjeiras, em que ocorre o embarque;
→ Todos esses atrativos fazem parte da Travessia da Juatinga, umas das mais belas e incríveis travessias do Brasil. Num percurso de 39 km e, aproximadamente 6 dias, que contorna toda a Península da Juatinga, passando por praias, cachoeiras e vilarejos caiçaras. Essa travessia somente é recomendada para trilheiros experientes. Acesse o relato completo clicando aqui;